RIO – Os ternos cinza continuavam lá, assim como as saias pretas abaixo do joelho. Mas, ontem, figurinos extravagantes quebraram o ambiente sisudo do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal: vestidos e maquiagem em tons fortes coloriram o plenário, que celebrou o Dia Internacional Contra a LGBTfobia. As cores do arco-íris, símbolo de movimentos que defendem a diversidade, estavam presentes, mas a maioria dos integrantes da bancada evangélica, não.
HINO NACIONAL
Pela primeira vez, a Casa viu uma trans cantar o Hino Nacional: com vestido rosa e e cabelos esvoaçantes, Jane Di Castro entoou os versos esbanjando emoção, e foi acompanhada por quem estava nas galerias do palácio. Após a apresentação, ela foi aplaudida de pé e recebeu a Medalha Chiquinha Gonzaga, concedida a personalidades femininas com relevância no cenário cultural, humanitário ou artístico.

HINO NACIONAL
Pela primeira vez, a Casa viu uma trans cantar o Hino Nacional: com vestido rosa e e cabelos esvoaçantes, Jane Di Castro entoou os versos esbanjando emoção, e foi acompanhada por quem estava nas galerias do palácio. Após a apresentação, ela foi aplaudida de pé e recebeu a Medalha Chiquinha Gonzaga, concedida a personalidades femininas com relevância no cenário cultural, humanitário ou artístico.
HINO NACIONAL
Pela primeira vez, a Casa viu uma trans cantar o Hino Nacional: com vestido rosa e e cabelos esvoaçantes, Jane Di Castro entoou os versos esbanjando emoção, e foi acompanhada por quem estava nas galerias do palácio. Após a apresentação, ela foi aplaudida de pé e recebeu a Medalha Chiquinha Gonzaga, concedida a personalidades femininas com relevância no cenário cultural, humanitário ou artístico.
PARTE DA BANCADA EVANGÉLICA ACEITA EVENTO
Para o vereador David Miranda (PSOL), idealizador do evento na Câmara, a cerimônia pelo Dia Internacional Contra a LGBTfobia é uma vitória para a comunidade, por conseguir ocupar o plenário, um local tido como conservador. Mesmo com a resistência de membros da casa, principalmente de parlamentares da bancada evangélica, ele acredita que a presença de ativistas no local contribui para o debate em lugares e segmentos tradicionais da sociedade:
— Essa cidade, que tem tanta diversidade na sua história, nunca havia escolhido um vereador assumidamente LGBT. Então, eu represento uma parcela dessa população que está lá fora, e precisa de representação nesta casa. Tem um alvo nas costas de cada um de nós, somos perseguidos diariamente, mas a cidade também é nossa, e a gente quer aproveitar de todos esses espaços ainda tão fechados.



